quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Sinto muito

Me sinto tão confusa que quase não consigo escrever
certamente não consigo por em palavras,
mas continuo tentando.
Eu te amo, e se te peço desculpas o tempo todo, 
porque peço um pouco pra mim também. 
Tenho tanto medo de te deixar e doer mais do que já dói, 
doer mais por te machucar mais.
Tudo dói, mas eu te amo.
Tudo dói, mas quero que saiba que EU TE AMO.
Mas não estou feliz, tudo dói.
Fujo, fujo o tempo todo, mas não adianta, pq carrego a dor comigo, onde quer que eu vá.
Não adianta porque carrego o amor comigo, onde quer que eu vá.
Me sinto tão perdida, pq quando te encontro me sinto no centro de um universo 
e ao mesmo tempo, completamente desprendida de qualquer um.
Sinto muito, por não saber mais como devo me sentir.
Sinto muito, pois não sei mais o que devo fazer.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Estudante de estrelas

Como pode viver o astrônomo?
Perdeu todos os mistérios
sobre o céu, pois agora descobriu 
seus segredos.

sábado, 7 de novembro de 2020

Aquele talvez

Aquele talvez, que vem de vez em vez
Aquele talvez, que me enche de ideias
Aquele talvez, que me deixa nervosa
Aquele talvez, que me faz sonhar,
que me faz imaginar, 
e se um dia eu fosse sua?
Aquele talvez, que já passou pela sua cabeça,
aquele talvez que provavelmente será sempre,
um eterno talvez.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Sofro



 Sofro todos os dias,

sofro porque te amo e te quero.

Sofro porque não temos mais um ao outro,

sofro porque não somos o que fomos.

Sofro a cada dia, que na tentativa de manter esse amor,

intacto, perco um pouco de mim.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Era uma vez, o amor.

 


    Sabe aquele mundo de possibilidades que parece estar sempre perto? Nos meus vinte e poucos eu não sabia o que escolher. Entre este mundo ou o amor. Como sempre fui romântica, preferia acreditar que o amor pode ser consertado. Mas eu tinha tantas expectativas sobre esse meu amor e ele sendo um homem real e não fictício, jamais pôde cumprir tais expectativas. E eu jamais pude cumprir as dele.
    Sonhava que poderíamos terminar e voltar, porque ele se daria conta do que deveríamos ser e eu já seria tão completa comigo mesma e estaria tão transbordada que ficaria com ele por puro amor. 
    As vezes não é só o amor que une as pessoas, mas suas expectativas e necessidades psíquicas que se envolvem no meio, confundindo os sujeitos donos dos sentimentos.
    Éramos crianças quando começamos e já havia tanta pressão em nossos ombros. Pressão de não repetir certos erros, tudo o que queríamos um no outro...fazia com que constantemente esperássemos algo um do outro. Algo que ia muito além de nós. Coisas que devem ser trabalhadas de forma individual. Não era atoa que poucas vezes pensávamos como um casal...
    Querem saber se ficamos juntos? - Bom, isso já é uma história para outro capítulo.



quinta-feira, 4 de junho de 2020

A estrutura do nosso amor

  Eu tive três escolhas desde o início. Ser dele, aproveitar enquanto durasse ou ir embora. Decidi ser dele. Não sabia que as laranjas deveriam ser completas antes de ficarem juntas. Acreditei naquela baboseira de... "as metades da laranja". Pensei que ele supriria todas as inseguranças, mesmo que fossemos tão diferentes, faria dar certo. Por um tempo deu. Até as diferenças que eram poucas, crescerem como uma parede entre nós, bem aos poucos e quase imperceptível, crescia no ritmo de uma árvore.
  Até que a distância começou a machucar e a parede já estava bem alta e eu precisava de ma escada para alcançar ele. Um dia abrimos uma janela. E então ele me contou tantas coisas que há muito tempo já estavam em seus pensamentos, sendo alimentados por seu coração partido. Eu lhe disse que precisava ser mais dependente de mim mesma e não dele, passar um tempo sozinha. Ele me confessou que assim que eu me conhecesse, descobriria que não precisava mais dele. E que esse era o único elo, além do nosso amor, nos juntando.
  Disse que eu cresceria a um ponto que descobriria isso naturalmente. Disse-me que ele não é capaz de me dar o que eu preciso e que ele não pode deixar que eu viva iludida, pensando necessitar dele, pelo resto da vida. Eu sabia que um dia iria precisar escolher, mas que dor...
  Enquanto eu me sentia pequenina e sem amor, o amor dele esteve ali o tempo todo, mas eu estava crescendo para além da parede, não precisava daquela escada. E um relacionamento não deveria precisar de uma janela, pois para início de conversa não deveria ter uma parede entre ninguém. Mas ele, ele decidiu sozinho, continuar pequenino, não cresceu em meu ritmo, mesmo sabendo que precisava. Reconheceu e escolheu permanecer assim para me afastar e facilitar minha escolha. O que foi uma estupidez e um gesto altruísta ao mesmo tempo. E agora eu tenho a escolha de completar sozinha minha própria laranja ou ficar e esperar que ele se torne do meu tamanho sem que eu precise retroceder e diminuir novamente. Só quero que ele lute por mim. E que as paredes sejam quebradas.      Enquanto ele vê para mim, uma casa completamente aberta, com vento passando por todos os cômodos, um lar que faça meu coração completo respirar feliz e saudável.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Confissões de uma morta-viva: último capitulo

Imagem de space, galaxy, and stars

Tu.....tu...tuuuuuuuuuuu
O espaçamento dos sons ficavam cada vez maiores e mais agudos, enquanto em minha cabeça as cenas dos momentos mais marcantes da minha vida, passavam para me assombrar, uma vez mais. 
O inconsciente brigando com o consciente para poder se sobressair. Enquanto meu coração queria apenas as melhores memórias, para levar para onde fosse minha alma, para o ponto em que culminaria minha vida.

Finalmente ela tinha me alcançado, depois de tantos anos me observando, esperando pelo momento perfeito.
Deixou que eu aprendesse com as dores e que elas se tornassem apenas um pedacinho que me faria ser mais forte.
Esteve comigo quase como um guia, por isso... quando ela tocou minha mão, apenas consenti, enchendo meu coração com os melhores momentos que poderia lembrar.
Quando me dei por conta, fazia parte de uma consciência maior, com tanto conhecimento, conseguia ter uma percepção maior do que quando possuía os cinco sentidos. Olhei ao meu redor e percebi que tinha me tornado apenas mais uma poeira no espaço.


terça-feira, 7 de abril de 2020


O dia em que a Terra voltou a girar.

Acordei com calor em minha bochecha, era um feixe de luz solar que acabara de entrar pela minha janela. Uma sensação que há meses não sentia. levantei em um pulo, abri a cortina e as janelas por inteiro, deixei toda a luz entrar em cada cantinho escuro da casa.
Sai para a rua, respirei aquele ar gelado e gostoso do inverno, abri os braços deixando o vento cortar minha pele, para que depois o sol pudesse aquece-la novamente.
Haviam tantas pessoas na rua, sorrindo, contentes pelo presente de mais um dia, de mais sol e vento, de vida.
As crianças corriam nas ruas, levavam suas bicicletas, há muito guardadas e cheias de poeira. Apostavam corrida e davam gargalhadas felizes. Contavam as várias novidades do que fizeram enquanto estavam em casa, diziam estar com saudade de tudo.
As praças estavam cheias de vida novamente e mesmo no inverno, as flores estavam lá, para dar boas vindas à todas as pessoas. Cheiro de café quente, misturado com frutas frescas e pão recém saído do forno, davam um aroma delicioso e especial para vários piqueniques que estavam sendo feitos em todos os lugares. Bastava sair de casa, para que o cheiro atraísse e mostrasse o caminho até a natureza.
Foi o dia mais lindo que já vi, o dia em que a Terra voltou a girar.

terça-feira, 24 de março de 2020

Apenas uma poeira no espaço.



Imagem de space, astronaut, and wallpaper

Estive lá em todos os momentos de destruição, em todos os momentos que os seres humanos buscavam respostas e culpavam qualquer outo ser, na justificativa pelo que estava acontecendo.
Estava lá, a cada cem anos, e todos os dias. Estava sempre levando para um caminho de paz e descanso, todos que estavam cansados de tantas guerras e batalhas, vencidas ou perdidas.
Estava lá, assistindo cada passo de Liesel Meninger, roubando livros na Alemanha, na época nazista, levei todos os seus amigos e família.
Estive também vendo todo o sofrimento de Anne Frank e toda sua maturidade e sensibilidade diante da situação.
Estive observando cada dia que alguém suplicava para não ir, e aqueles que mesmo com medo, pegavam minha mão com tamanha humildade e certeza que viveram e fizeram tudo o que podiam.
Em todos os momentos mais sofridos da humanidade, momentos de puro caos...percebi olhando para o fundo de suas almas desesperadas, que tudo que as pessoas mais queriam, era um último momento com aqueles que amavam. 
No fundo o ser humano é um emaranhado de conexões, não falo das conexões neurais, mas daquelas que muitas vezes não podem ser explicadas. Conexões de amor, calor, carinho e preocupação. Abraços e conversas. É impossível ser feliz sozinho. 
E em momentos de catástrofes, são os momentos em que a humanidade mais sente a minha presença e são essas momentos em que elas sentem solidão e mais se dão conta da importância que tem, um amigo.

sexta-feira, 20 de março de 2020

THE END OF THE FUCKING WORLD?

    A sensação de carregar o peso do mundo nas costas, é de cansaço e de uma dor interminável. Como uma empatia que se estende para todas as pessoas, uma presença que vai crescendo por dentro e tomando cada vez mais o controle de seu corpo, até que se torne um estranho em sua própria pele.

    Um estranho que sente a dor do mundo e essa dor nunca acaba. Estamos no limite, na fronteira com o fim do mundo, mesmo que não seja concreto e real, será o fim das coisas como conhecemos.

    Momentos de transformações vão substituir os momentos vividos, uma segunda chance ou o fim, de qualquer forma, um novo começo.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Sensation

...me agarrei tão fortemente aquela memória, aqueles últimos momentos, se soubesse que seriam nossos últimos, teria preservado cada detalhe, cheiro e toque, cada sensação...
desfrutando apenas um pouquinho, para que pudesse ser quase eterna.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Home...




Quando descobri que meu lar, estava dentro de mim e de mais ninguém, mudei os moveis de lugar e troquei alguns, fiz uma reforma geral. Tão geral que quando voltei para minha casa, tive que olhar as fotos para reconhecer que eu morava ali, parecia tão sem identidade, sem a minha verdadeira identidade. Quem eu era agora? Um emaranhado de sentimentos tão bem alinhados em sua bagunça. Um conjunto de momentos bem vividos e outros nem tanto. Uma coleção de lindos lugares, de ares da natureza. Me tornava então, alguém ainda com medos, mas com mais autenticidade para enfrenta-los, alguém mais consciente de seus limites, alguém que abraçou as mudanças e estava pronto para mais.
Me tornara alguém que fez uma viajem e descobriu um novo universo dentro de si.

Sinto muito

Me sinto tão confusa que quase não consigo escrever certamente não consigo por em palavras, mas continuo tentando. Eu te amo, e se te peço d...