terça-feira, 24 de março de 2020

Apenas uma poeira no espaço.



Imagem de space, astronaut, and wallpaper

Estive lá em todos os momentos de destruição, em todos os momentos que os seres humanos buscavam respostas e culpavam qualquer outo ser, na justificativa pelo que estava acontecendo.
Estava lá, a cada cem anos, e todos os dias. Estava sempre levando para um caminho de paz e descanso, todos que estavam cansados de tantas guerras e batalhas, vencidas ou perdidas.
Estava lá, assistindo cada passo de Liesel Meninger, roubando livros na Alemanha, na época nazista, levei todos os seus amigos e família.
Estive também vendo todo o sofrimento de Anne Frank e toda sua maturidade e sensibilidade diante da situação.
Estive observando cada dia que alguém suplicava para não ir, e aqueles que mesmo com medo, pegavam minha mão com tamanha humildade e certeza que viveram e fizeram tudo o que podiam.
Em todos os momentos mais sofridos da humanidade, momentos de puro caos...percebi olhando para o fundo de suas almas desesperadas, que tudo que as pessoas mais queriam, era um último momento com aqueles que amavam. 
No fundo o ser humano é um emaranhado de conexões, não falo das conexões neurais, mas daquelas que muitas vezes não podem ser explicadas. Conexões de amor, calor, carinho e preocupação. Abraços e conversas. É impossível ser feliz sozinho. 
E em momentos de catástrofes, são os momentos em que a humanidade mais sente a minha presença e são essas momentos em que elas sentem solidão e mais se dão conta da importância que tem, um amigo.

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