segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mais confissões de uma morta viva


Uma das péssimas desvantagens de ser um moribundo, são as lembranças que lhe tiram o pouco de sono que ainda lhe resta dormir nessa vida que tem um fim próximo. Lembranças da adolescência...que me rendeu amores, posso chamar de paixões, amor mesmo tive apenas um. Na adolescência se tem uma certa urgência em tudo, parece que o fim está próximo. Tudo é intenso nessa fase, eu em minha adolescência pensava ter medo, mas o que eu mais tinha era coragem e tempo. Corria pra viver, pra realizar, se visse naquele tempo o tempo todo que teria a minha frente pra viver, minha vida com certeza não teria sido tão boa quanto foi. 
Uma das vantagens de ser um moribundo é de saber que sua hora está próxima, realmente próxima...pensando bem, não existem vantagens em ser um moribundo, me perdoem os moribundos leitores deste texto, sabem vocês que é uma verdade.
 Aaah...os sonhos de adolescência, agora são apenas lembranças do que realizei ou não em minha vida, que diga se de passagem, não foi breve. Agora com o que posso sonhar? com as pequenas belezas da vida, é o que me resta. Sonhar com um lindo dia de sol e uma noite estrelada, chuva...só se tiver companhia.
Vejo a morte em meus sonhos de tão próxima que ela está agora. Me entrego assim ao que resta...os dias a mais que vierem serão bem vindos, desde que vividos. As lembranças podem me matar mais rápido, melhor não lembrar...mas o que me resta? 
Aguardem por mais confissões.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Catedral de sonhos

(6) Tumblr

Construiu  uma catedral de sonhos que atravessa os céus, com sua personalidade uma catedral de sonhos era a coisa mais fácil que ela poderia construir. Escrevia histórias, estórias, poemas, eternizava se neles. Visitava sempre que podia sua catedral, escalava o topo e avistava as nuvens, deixava que os raios de sol queimassem um pouco sua pele, se sentia estranhamente viva assim. Depois descia voando com asas de borboletas, mas certas vezes de anjo. Não era por ser sonhadora que era dotada de uma alegria constante, pelo contrário, por muitas vezes estava triste e se perdia em meio a tantos sonhos e histórias, não sabia se deveria acreditar em tudo, mas depois acreditava. Ela sem duvidas era a ambiguidade em pessoa, chorava e depois já estava rindo de si mesma por ter chorado. Achava a beleza suprema em coisas extremamente simples...como o céu, sempre descreveu a criação dos céus dessa forma : '' pintaram uma imensidão acima de nós de azul, ao dia, colocam uma bola de fogo lá em cima e alguns borrões brancos parecidos com algodão doce, a noite a imensidão esta pintada de azul marinho, com muitos pontinhos brilhantes espalhados por toda ela, colocam também um queijo enorme que certas vezes aparece inteiro, certas vezes pela metade''. Possuía uma pureza inconfundível e uma imaginação incrível. Saía pelas ruas escrevendo seus poemas nos muros, assinando como 'sonhadora', fazia loucuras, loucuras que gente como ela só faz em papel, mas ela decidiu ser todas as personagens de suas histórias, salvava o mundo com suas doces palavras rabiscadas com letra tremida. Deixava também seus poemas em metros, ônibus, no meio dos livros que pegava na biblioteca pública da cidade e da escola. A inspiração vinha da catedral de sonhos, e a catedral de sonhos...das histórias. Quanto mais mundo a garota absorvia, maior a catedral ficava. Ela corria com sua bicicleta, sempre imaginava ela como uma vassoura voadora. A garota mais sonhadora que o mundo já teve, suas palavras chegavam a ser mágicas de tanto que sonhava. Percebeu com certa tristeza que ao contrário dela, existiam pessoas que não podiam sonhar, então abriu as portas de sua catedral para o mundo da melhor forma que conhecia, oras... através das palavras ! Observava de longe a magia de seus poemas, e abria um lindo sorriso de meia lua... meio queijo.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Saudade

É  como um grito de socorro num abismo
um grito sufocado no travesseiro
um aperto forte no peito
como se as borboletas estivessem batendo suas asas 
coloridas dentro de minha garganta
é uma angústia que não se cansa
é uma vontade incessável...
uma vontade...de te ver, te beijar...
é a saudade que sinto, que vem me perturbar.

Sinto muito

Me sinto tão confusa que quase não consigo escrever certamente não consigo por em palavras, mas continuo tentando. Eu te amo, e se te peço d...