domingo, 31 de março de 2013

Minhas asas,onde estão?



Pássaros presos na parede,personagens presos em seus livros,livros presos na prateleira,ela se sente presa ao mundo.Sempre se achara tão livre,ao menos em sua infância costumava ser assim.A primeira vez que ela andou de bicicleta depois de seu pai ter tirado as rodinhas,foi uma sensação incrível,a velocidade,o vento,foi a segunda sensação de liberdade,a primeira ela mal lembra,foi quando saiu da barriga de sua mãe depois de ficar presa lá dentro por longos nove meses.Quanto mais crescia mais presa se sentia ao mundo,as cores,as árvores,as pessoas,e a liberdade que ela pensava existir,começava a se extinguir.Observando as pessoas ela começou a pensar no amor,concluindo que o amor era a maior prisão do homem,tantos sentimentos envolvidos prendendo duas pessoas uma a outra,talvez pra sempre.Tantas dúvidas a prendiam ao mundo,a mente humana lhe parecia muito complexa,era quase como se ela não fosse humana.Por que os pássaros tem asas e eu não,onde estão minhas asas?-sempre fazia essa pergunta a seus pais.Foi quando deu seu primeiro beijo de amor que as ganhou,demorou muito para entender como o amor era ligado a liberdade,as sensações que teve quando andou de bicicleta sem rodinhas foi a mesma do beijo,um sentimento lhe fazia ficar leve,o vento que soprava era quente.-Sim a liberdade existe,ganhei minhas asas !- gritava ela aos sete ventos.Percebeu que a liberdade é isso,estar presa ao mundo,as cores,ao amor.

sábado, 16 de março de 2013

A rosa


Doce menina,com seus cabelos castanhos e olhos de mesma cor,mas sempre com um brilho intenso,ora de tristeza,ora de alegria.Pequena e frágil aos olhos dos outros e mais ainda aos seus.Poderia ser facilmente confundida com uma rosa sem espinhos.Pensava não ser o bastante pras pessoas,não reconhecia suas qualidades,e criava defeitos que a deixassem confortável.
Estava,na maioria das vezes triste,sem nenhum motivo aparente.Não sabia que quando deixamos a tristeza entrar,ela facilmente se acomoda a nossa vida,pois ela é estável,sempre foi o caminho mais fácil a se chegar.
A garota já fora feliz antes,só havia esquecido a fórmula,e não sabia por qual problema começar.Criava mil paixões para se distrair e buscar uma luta a vencer.Se iludia,pensava sentir amor,e culpava a si mesma,por não ser bonita,inteligente ou legal o suficiente para que a amassem.Se machucava tanto,mas sempre,sempre começava de novo.
Concluía certas vezes que tinha inseguranças comuns de garotas da sua idade,mas estava passando disso,um buraco negro de medos,magoas e incertezas estava se formando,e ela continuava a achar que tudo estava bem,que era assim que devia ser,primeiro a chuva depois o arco-íris.Se deixava entrar nas páginas dos livros,se afogava junto com as personagens.Estava cada vez mais convencida de que o mundo em que vivia nunca seria tão bom quanto os que conhecia nos livros.Criava mundos perfeitos em histórias que escrevia,escrevia para si e para o mundo,esperava respostas.Romantizava a tudo e a todos,queria uma história perfeita,queria ser protagonista dessas histórias de livros,queria vencer as batalhas e depois a guerra final e por fim se jogar nos braços do príncipe encantado,mas não tinha coragem suficiente para assumir o que era,para enxergar e amar o que quer que ela fosse ou viesse a ser.
Pensava com otimismo,mas sempre acabava por agir tomada pelo medo,não agia por conta própria,se apegava as estrelas,chorava,deprimia se.Tinha uma vontade insaciável de ser mais,fazer mais,viver mais.
Gritava por ajuda,mas ninguém podia escutar,ela estava por conta própria.Se pegou lendo uma carta certo dia,uma carta de seu passado,citando-lhe suas qualidades,dizendo-a o quanto ela era especial.Chorou,mas não eram lágrimas de tristeza ou frustração e sim de realização.A garota que antes parecia tão frágil e quebrada,juntou seus pedaços,acrescentou várias camadas de amor próprio.Só para começar,quando estava na rua,entre muitos guarda-chuvas,largou o seu,deixou que as gotas da chuva gelada acariciassem seu rosto,fechou os olhos,sorriu.Estava viva.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Em poema te transformei

As estrelas brilham intensamente na sua presença
As flores se perfumam quando você as toca
As pessoas lhe sorriem nas ruas,quando por elas você caminha
Quando você canta,expõe sua alma e o mundo se encanta
Sua voz enche qualquer coração vazio,seu riso contagia
E a delicadeza com que você se expressa,quem não inveja?
Sua alegria é infinita,tristeza com você não combina
E no seu abraço cabe um mundo.Quem não te quer junto?
Tão você,que ninguém pode questionar de onde vem tanta personalidade
Todos te adoram com muita facilidade
Em poema te transformei,Vinicius Reis.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O sol nasce para todos



A lua dorme no berço do céu com as estrelas a velar seu sono.
Lá embaixo Juan olha para a lua,rasgando seus sentimentos e os transformando em poema.
Do outro lado da rua,Alice conversa com as estrelas esperando que elas leiam seu coração.
Na porta vizinha,uma mãe espera aflita a chegada do filho,que lhe disse que estaria em casa antes da primeira estrela apontar no céu.
Dentro do ônibus que passa na rua de Juan,Alice e a mãe aflita,está acontecendo um assalto.O adolescente encapuzado aponta a arma para dois jovens.
O sinal fecha,Matheus faz malabarismo para ajudar sua família,ele percebe o assalto no ônibus e chama a polícia .
Alessandra tem dois filhos,é divorciada,tenta reparar os erros do mundo,afinal é seu trabalho.Seu telefone toca,é uma ocorrência,um adolescente esta assaltando um ônibus,o malabarista fez a denuncia.
Laura esta cansada,saiu tarde do trabalho e agora tem de ir para casa sozinha,enquanto atravessa a rua vê um clarão,foi atropelada.
João trabalha muito,é sozinho,exceto pela filha que mora com ele,mas ela é ótima,trabalha estuda,ele não conseguiu fazer isso,se orgulha muito da filha por ter conseguido.Ele está tão cansado,exausto,nunca haviam assaltado o ônibus enquanto ele dirigia,era um adolescente e com toda essa pressão ele não vê o sinal fechando,atropela uma menina.
Alessandra consegue chegar a tempo de parar o assaltante,quando chega está tudo pior,aconteceu um acidente,o adolescente se entrega,é um menor de idade,tem uma garota ensanguentada no chão,seus dois filhos estavam no ônibus,eles estão bem.
A mãe aflita atende o telefone,é da delegacia,seu filho foi preso.
João está desolado,atropelou sua própria filha,matou sua própria filha,chora sua morte junto com as estrelas que brilham no céu,elas sempre foram seu refugio,mas hoje,até elas perecem culpa-lo.
Alice não acredita quando escuta a voz do pai de sua melhor amiga dizendo que ela morreu,mas sabe que agora sempre terá uma estrela no céu brilhando mais que as outras.
Matheus nunca tinha visto tantas coisas acontecerem ao mesmo tempo,tantas coisas ruins,no meio disso tudo os policiais lhe agradeceram e resolveram ajuda-lo,dando um emprego a ele na delegacia.
O dia amanhece,Juan assiste o nascer do sol,abre um largo sorriso,coloca o titulo de seu poema:''O sol nasce para todos".
Na delegacia a mãe aflita chora junto com o seu filho,ele olha para a janela quadrada da cela,chora ao ver o nascer do sol.
João e Alice assistem ao enterro de Laura,a estrela maior parece brilhar mais que nunca,o dia está lindo,é um belo dia para se viver e contemplar o sol,as nuvens.
Laura vê seu pai e sua amiga chorando,mas ela está feliz e sabe que tudo passará e restara apenas a saudade.Ela da um pulo,senta-se sobre as nuvens e contempla o nascer do sol junto com todas as pessoas do mundo.



Sinto muito

Me sinto tão confusa que quase não consigo escrever certamente não consigo por em palavras, mas continuo tentando. Eu te amo, e se te peço d...