sábado, 27 de janeiro de 2018

Costumava escrever

Costumava escrever sobre memórias que não me pertenciam,
aventuras as quais não havia vivido.
Uma personagem que eu não era.
Costumava escrever aventuras de um amor que não era meu,
um passado com feridas que não me machucaram, com aprendizados que eu desconhecia.
Costumava escrever sobre um mundo no qual eu não fazia pate, um mundo em que tudo de bom havia.
Costumava escrever sobre milhões de razões para se amar e ser feliz, conselhos esses que nunca segui.
Costumava escrever poemas, invenções de uma criatividade que eu não tinha.
Costumava escrever desejos de pessoas que não conhecia, desejos que pertenciam ao mundo inteiro, menos a mim .
Costumava ser, costumava escrever, o que não era, o que jamais seria.

sábado, 20 de janeiro de 2018

  aesthetic 


  Olho dentro de mim, fui desafiada a extrair o melhor e pior, para transformar em palavras, aquelas que deixo descansar na minha garganta, aquelas que descem depois, ao peito e ficam presas lá, em uma jaula especial e não fazem nada além de doer e sufocar. Neste desafio, devo aprender a amar meu eu, aprender a preencher os espaços vazios com poesia. Aprender a transformar a tristeza e insegurança em força e autoconfiança.
   Nessa jornada de amor próprio e limpeza de espírito, o ideal é viajar. E viajei, não para dentro, deixei meu corpo conhecer imensidões inimagináveis. Imensidões que já moravam pertinho e já haviam, certas vezes, me convidado a visita-las. O que aprendi? Que quando o corpo está vazio e solitário e acha que deve mudar emprego, ganhar mais, trocar faculdade...o que precisa mesmo é respirar um ar puro, aquele perto do mar, das rochas, aquele nas beiradas de morros. O corpo precisa sentar na grama, na areia, molhar os pés na água salgada do mar ou da lagoa. O corpo precisa se apegar a natureza, sim, essa que está em tudo, sempre ali, a observar, esperar. Nós, seres humanos, eternos aprendizes, esquecemos que a solução não está no que queremos, mas sim, no que precisamos. Devemos deixar nossos instintos mais primitivos nos guiar de volta a natureza, aos poucos, introduzindo-a de volta ao dia-a-dia.
   Comecemos deixando o sol entrar nas janelas, iluminar cada canto da casa, aquecer cada poro do  corpo, sentir-se vivo, para variar.

Sinto muito

Me sinto tão confusa que quase não consigo escrever certamente não consigo por em palavras, mas continuo tentando. Eu te amo, e se te peço d...