Palavras são, na minha não tão humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de ferir e de curar. J.K. Rowling
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Mundo das possibilidades
As flores são lindas nessa época do ano, árvores vermelhas, azuis, amarelas...céus divinamente estrelados enfeitando noites românticas de casais mais que apaixonados. Cabelos coloridos andam por todo o lugar, todos de cores e formas diferentes, como seus donos. Quando a chuva cai deixa as cores todas mais vivas ainda e ninguém corre da chuva, todos dançam com ela e dão boas gargalhadas por saberem que podem senti la. Muros com desenhos felizes, não mais contestações ou realidades tristes. Tudo emanava vida, um ar puro nunca inspirado antes. As estradas que levavam a diferentes destinos continuavam lá, na hora certa cada um escolheria a sua. Aquele mundo não conhecia guerra, a paz sempre cobiçada pelos humanos desde os primeiros anos de vida na Terra, estavam naquele lugar sem nome e sem dono. Não haviam selvas de pedra como no planeta Terra...poderia esse lugar ser considerado um planeta? Bom, ninguém sabia responder, e os cientistas jamais chegaram lá. Ninguém se importava em saber. Sem prédios, sem carros, as únicas rodas que rodavam por aquelas estradas de areia ou terra batida, eram rodas de bicicleta. O sol brilhava, assim como na Terra, aquecia a todos, mas não tinha nenhuma promessa conhecida ou desconhecida pelos habitantes, que dissesse que aquela bola de fogo explodiria algum dia. Talvez não fosse esse o mesmo sol da Terra. A lua estava lá sempre, com ou sem chuva, não perguntem aos cientistas como esse fenômeno foi possível, eles não saberiam lhe responder. Toda a beleza sempre aparecia a cada dia, infinita, como as águas da cachoeira que desciam por entre as pedras. Como que por magia, tudo se refazia, nada era destruído lá. As pessoas não precisavam de celulares, televisões, viviam e eram livres com o que tinham. Tudo era vida, e a vida é bela e divertida. O amor naquele mundo era constante e como tudo nele, infinito. Não haviam corações partidos, nada de tristeza ou dor. Esse era e é um universo de possibilidades que existe em meio a nossa selva de pedra que é o planeta Terra. É um universo onde moram nossos sonhos e desejos mais puros, sonhos cultivados desde a infância, que com o tempo foram deteriorados. Essas possibilidades acontecem ou não quando escolhemos a que estrada seguir, o que não podemos é ficar entre uma estrada ou outra, imaginando qual trará mais felicidade, não podemos saber o que acontecerá nas duas estradas, o ideal é se permitir escolher, ao menos uma.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Principessa
Principessa, descoloria a cidade para colocar coloridas borboletas em volta dos prédios sem vida, que davam uma decoração de mau gosto a cidade que tão linda era. As borboletas que carregava em uma cesta, saim de seu estômago muito ansioso, de sua mente muito barulhenta e imaginativa, saiam também de seu coração sonhador de menina. A principessa era chamada de tola por acreditar na vida, nas estrelas e em tudo que os outros não podiam enxergar.
- És tola pricipessa, existe um mundo fora do seu, e ele é cheio de lágrimas e dor.
Ela conhecia mais essa realidade do que qualquer um que lhe falasse isso, sabia muito bem o que era dor, e suas lágrimas já haviam feito rios e rios. Sabia que a inevitável dor chegaria de novo, enquanto isso brincava de ser principessa em seu mundinho colorido cheio de estrelas e borboletas amarelas. Não havia para ela, mal algum em ser feliz. Enfeitava um pouco a realidade, deixava-a mais bela de se ver e viver.
Em seu mundo haviam vários relógios gigantes, para lembrar lhe o tempo que ainda tinha, não haviam prédios ou casas, as camas eram dispostas em um lindo e gigantesco jardim, cheio de rosas vermelhas, comiam os frutos suculentos que cresciam nas árvores de copas grandes. Não vivia sozinha nesse mundo, vivia com muitos amigos que enxergavam o mundo dela. Qualquer um que enxergasse, ali começava então a viver. Era tão bem cuidado esse mundo, seus moradores não jogavam lixo no chão, as crianças brincavam até o anoitecer e quando anoitecia, cortinas feitas de estrelas separavam as camas dos moradores. A lua ia então dando seu lugar ao sol, as cortinas subiam, e os passarinhos começavam suas cantorias, acordando todos do mundo da principessa. Nesse lugar a princesa era ela, mas todos reinavam ali. A principessa era mais livre em seu mundo, do que naquele onde os prédios cercam as árvores e escondem o sol. Em um dia daqueles inesquecíveis, a principessa olhava em volta toda a vida que tinha criado, toda a beleza de um mundo já existente, mas que era coberto por tantos prédios e pessoas descrentes na vida, olhava em volta e sorria orgulhosa, mas dizia para si mesma que se todos não tivessem acreditado em seu mundo, ele teria existido apenas em seu coração, e seria triste, só ela poder viver dentro de tanta beleza. Olhou de novo, e com um aperto no coração, disse em um tom baixinho: -Um dia tudo não passará de lembranças.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Lamour
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Mais confissões de uma morta viva
Uma das péssimas desvantagens de ser um moribundo, são as lembranças que lhe tiram o pouco de sono que ainda lhe resta dormir nessa vida que tem um fim próximo. Lembranças da adolescência...que me rendeu amores, posso chamar de paixões, amor mesmo tive apenas um. Na adolescência se tem uma certa urgência em tudo, parece que o fim está próximo. Tudo é intenso nessa fase, eu em minha adolescência pensava ter medo, mas o que eu mais tinha era coragem e tempo. Corria pra viver, pra realizar, se visse naquele tempo o tempo todo que teria a minha frente pra viver, minha vida com certeza não teria sido tão boa quanto foi.
Uma das vantagens de ser um moribundo é de saber que sua hora está próxima, realmente próxima...pensando bem, não existem vantagens em ser um moribundo, me perdoem os moribundos leitores deste texto, sabem vocês que é uma verdade.Aaah...os sonhos de adolescência, agora são apenas lembranças do que realizei ou não em minha vida, que diga se de passagem, não foi breve. Agora com o que posso sonhar? com as pequenas belezas da vida, é o que me resta. Sonhar com um lindo dia de sol e uma noite estrelada, chuva...só se tiver companhia.
Vejo a morte em meus sonhos de tão próxima que ela está agora. Me entrego assim ao que resta...os dias a mais que vierem serão bem vindos, desde que vividos. As lembranças podem me matar mais rápido, melhor não lembrar...mas o que me resta?
Aguardem por mais confissões.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Catedral de sonhos
Construiu uma catedral de sonhos que atravessa os céus, com sua personalidade uma catedral de sonhos era a coisa mais fácil que ela poderia construir. Escrevia histórias, estórias, poemas, eternizava se neles. Visitava sempre que podia sua catedral, escalava o topo e avistava as nuvens, deixava que os raios de sol queimassem um pouco sua pele, se sentia estranhamente viva assim. Depois descia voando com asas de borboletas, mas certas vezes de anjo. Não era por ser sonhadora que era dotada de uma alegria constante, pelo contrário, por muitas vezes estava triste e se perdia em meio a tantos sonhos e histórias, não sabia se deveria acreditar em tudo, mas depois acreditava. Ela sem duvidas era a ambiguidade em pessoa, chorava e depois já estava rindo de si mesma por ter chorado. Achava a beleza suprema em coisas extremamente simples...como o céu, sempre descreveu a criação dos céus dessa forma : '' pintaram uma imensidão acima de nós de azul, ao dia, colocam uma bola de fogo lá em cima e alguns borrões brancos parecidos com algodão doce, a noite a imensidão esta pintada de azul marinho, com muitos pontinhos brilhantes espalhados por toda ela, colocam também um queijo enorme que certas vezes aparece inteiro, certas vezes pela metade''. Possuía uma pureza inconfundível e uma imaginação incrível. Saía pelas ruas escrevendo seus poemas nos muros, assinando como 'sonhadora', fazia loucuras, loucuras que gente como ela só faz em papel, mas ela decidiu ser todas as personagens de suas histórias, salvava o mundo com suas doces palavras rabiscadas com letra tremida. Deixava também seus poemas em metros, ônibus, no meio dos livros que pegava na biblioteca pública da cidade e da escola. A inspiração vinha da catedral de sonhos, e a catedral de sonhos...das histórias. Quanto mais mundo a garota absorvia, maior a catedral ficava. Ela corria com sua bicicleta, sempre imaginava ela como uma vassoura voadora. A garota mais sonhadora que o mundo já teve, suas palavras chegavam a ser mágicas de tanto que sonhava. Percebeu com certa tristeza que ao contrário dela, existiam pessoas que não podiam sonhar, então abriu as portas de sua catedral para o mundo da melhor forma que conhecia, oras... através das palavras ! Observava de longe a magia de seus poemas, e abria um lindo sorriso de meia lua... meio queijo.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Saudade
É como um grito de socorro num abismo
um grito sufocado no travesseiro
um aperto forte no peito
como se as borboletas estivessem batendo suas asas
coloridas dentro de minha garganta
é uma angústia que não se cansa
é uma vontade incessável...
uma vontade...de te ver, te beijar...
é a saudade que sinto, que vem me perturbar.
um grito sufocado no travesseiro
um aperto forte no peito
como se as borboletas estivessem batendo suas asas
coloridas dentro de minha garganta
é uma angústia que não se cansa
é uma vontade incessável...
uma vontade...de te ver, te beijar...
é a saudade que sinto, que vem me perturbar.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Confissões de uma morta viva
Não são propriamente confissões, são mais achismos, teorias ou conclusões formadas por mim, ao longo do tempo, como não sei quanto tempo tenho e nem você sabe quanto tempo tem, somos mortos vivos. Quando perceberes sobre o que se trata o texto, não pense que saciará suas dúvidas, ao final do mesmo, terá apenas mais perguntas.
Tudo começou quando a vi pela primeira vez, foi como nos filmes, a estrada, o clarão e nada, nada mais. Depois acordei em uma cama de hospital, típico. O acidente me fez pensar na morte pela primeira vez. Tinha eu meus 11 anos, a morte me era distante, tanto quanto a chuva é no sertão, hoje me é próxima, tão próxima quanto a vida me foi um dia, naqueles meus 11 anos. A partir daí comecei a vê la onde ela nem estava, como dois olhos redondos e enormes na escuridão, me encarando.Pensar na morte tirava minha liberdade de vida. Afinal, o que é morte? me perguntava e ainda me pergunto. Acho que precisa se estar morto para poder responder essa pergunta, ai vem outra...nossa consciência continua viva após a morte do nosso corpo? E então vira um ciclo de perguntas que só serão respondias ou não quando a inevitável morte chegar.
Enquanto escrevo sinto ela se aproximando, a cada dia que passa sinto me mais próxima da vida e da morte, são extremos tão tênues, chegam a me assustar. A vida vem e vai num piscar de olhos, num bater de asas.
É tão simples romper o elo da vida, o mais comum é estar vivo sem se estar vivendo...um autêntico morto vivo...o pior deles. A vida passa tão rápido, temos que abraça la para que não escape , não podemos perder tempo. Podem pensar que estou perdendo meu tempo escrevendo isso, mas são palavras que quando presas me sufocam, preciso solta las para serem lidas com ou sem vontade.
É um texto um tanto quanto mórbido, mas esse assunto também deve ser falado pelos poetas, se é que sou uma, não se preocupem continuarei a escrever sobre o amor, meu assunto favorito.
Vou agora morrer...ou viver, aguardem por mais ''confissões'' de uma morta viva.
domingo, 18 de agosto de 2013
Fugimos
Fugi, Não me orgulho em dizer isso. Não fui sozinha. Fugimos e não nos orgulhamos em dizer isso. Estávamos com medo de tudo, não tínhamos medo um do outro. Amávamos um ao outro.
Alugamos um fusca e dirigimos até a praia. Ele não gostava de areia, mas dormimos ali mesmo, pescamos estrelas até o amanhecer e o sol nasceu para nos mostrar o quanto havíamos bebido na noite anterior. Em minha cabeça acontecia uma festa de axé com heavy metal, sem minha permissão.
Quando a água do mar subiu em nossos pés, nos levantamos. O fusca azul estava exatamente no lugar onde o deixamos, porém sem gasolina. Colocamos um pouco da bebida, que por milagre ainda tínhamos, o fusca roncou e funcionou com louvor.
Paramos para almoçar, mas com o pouco que tínhamos conseguimos comer, pão com ovo e café,que ele gostava, eu bebi um pouco, por pura necessidade.
Uma garota e um garoto, dezessete anos cada, um fusca azul alugado que bebia mais que um alcoólatra, nas mochilas algumas roupas, balas e muitos papéis de balas.
Deixamos o fusca descansando, estávamos agora no centro de uma cidade praiana, muito convidativa por sinal. Mas era mais agradável para quem tinha dinheiro. Vimos duas crianças dançando, um círculo cheio de pessoas se formou em volta delas, dançavam muito bem, mas o que ganharam não valorizava sua dança. Então prometemos ajuda los, teriam uma apresentação a duas quadras dali, dançamos com eles, ganharam mais dinheiro que antes. Nos ofereceram metade, não aceitamos nada, éramos burgueses fugitivos, eles eram filhos da rua, não tinham para onde fugir.
- Não sabia que você dançava tão bem.- disse meu cúmplice/amante/namorado.
- Eu não sabia que você dançava tão bem- disse eu.
Rimos um do outro e fomos atrás do fusca. Deuses ! Como caminhamos, a lua já estava no céu e as estrelas todas a sua volta, contemplando a.
Andávamos abraçados cantando tempo perdido, com sorrisos encantados e encantadores brilhando em nossos rostos. Encontramos o fusca. Pegamos nossas mochilas e fomos dormir na praia, mais precisamente na casinha dos salva vidas. Sob a luz do céu passamos uma noite linda juntos.
Acordei com minha mãe me chamando, abri os olhos, estava em meu quarto, fugi por uma noite, e estava com uma vontade insaciável de te chamar para fugir, de verdade, para além das estrelas e só voltar quando as histórias fossem suficientes para encher páginas e páginas de livros.
Abri a janela e lá estava você, dentro de um fusca azul alugado, me chamando para dar uma volta.
Alugamos um fusca e dirigimos até a praia. Ele não gostava de areia, mas dormimos ali mesmo, pescamos estrelas até o amanhecer e o sol nasceu para nos mostrar o quanto havíamos bebido na noite anterior. Em minha cabeça acontecia uma festa de axé com heavy metal, sem minha permissão.
Quando a água do mar subiu em nossos pés, nos levantamos. O fusca azul estava exatamente no lugar onde o deixamos, porém sem gasolina. Colocamos um pouco da bebida, que por milagre ainda tínhamos, o fusca roncou e funcionou com louvor.
Paramos para almoçar, mas com o pouco que tínhamos conseguimos comer, pão com ovo e café,que ele gostava, eu bebi um pouco, por pura necessidade.
Uma garota e um garoto, dezessete anos cada, um fusca azul alugado que bebia mais que um alcoólatra, nas mochilas algumas roupas, balas e muitos papéis de balas.
Deixamos o fusca descansando, estávamos agora no centro de uma cidade praiana, muito convidativa por sinal. Mas era mais agradável para quem tinha dinheiro. Vimos duas crianças dançando, um círculo cheio de pessoas se formou em volta delas, dançavam muito bem, mas o que ganharam não valorizava sua dança. Então prometemos ajuda los, teriam uma apresentação a duas quadras dali, dançamos com eles, ganharam mais dinheiro que antes. Nos ofereceram metade, não aceitamos nada, éramos burgueses fugitivos, eles eram filhos da rua, não tinham para onde fugir.
- Não sabia que você dançava tão bem.- disse meu cúmplice/amante/namorado.
- Eu não sabia que você dançava tão bem- disse eu.
Rimos um do outro e fomos atrás do fusca. Deuses ! Como caminhamos, a lua já estava no céu e as estrelas todas a sua volta, contemplando a.
Andávamos abraçados cantando tempo perdido, com sorrisos encantados e encantadores brilhando em nossos rostos. Encontramos o fusca. Pegamos nossas mochilas e fomos dormir na praia, mais precisamente na casinha dos salva vidas. Sob a luz do céu passamos uma noite linda juntos.
Acordei com minha mãe me chamando, abri os olhos, estava em meu quarto, fugi por uma noite, e estava com uma vontade insaciável de te chamar para fugir, de verdade, para além das estrelas e só voltar quando as histórias fossem suficientes para encher páginas e páginas de livros.
Abri a janela e lá estava você, dentro de um fusca azul alugado, me chamando para dar uma volta.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Escrever para não gritar
A gente escreve pra ser lido, pra ler a gente mesmo, pra mostrar o que somos
escrevemos para ter palavras presas e bem colocadas em seu lugar,
mas o que queremos mesmo é gritar essas palavras, na esperança de que alguém as ouça.
Elas acabam assim, por serem escritas, porque poetas não gritam, e as palavras ficam em meio a vácuos
e silêncios, ninguém as nota lá, ninguém procura saber o motivo da escolha dessas palavras que formaram uma frase e depois um texto.
Gritar é muito mais fácil, por isso nem todos são poetas, embora se encontre poesia até em berros dilacerados, eles contém muito sentimento, e dependendo da intensidade dos gritos, nem precisam de tantas palavras.
Poetas escrevem porque não sabem gritar, fazem o lápis gritar no papel, ou os dedos nas teclas, mas não gritam ao mundo o que querem. Escrevem o que querem, esperando de alguma forma serem compreendidos. Esperando que de alguma forma o universo lhes dê aquele punhado de palavras trazido pelas estrelas, aquele que vai salvar o poeta, a poesia, que todos lerão e entenderão, que mudará o mundo para sempre.
escrevemos para ter palavras presas e bem colocadas em seu lugar,
mas o que queremos mesmo é gritar essas palavras, na esperança de que alguém as ouça.
Elas acabam assim, por serem escritas, porque poetas não gritam, e as palavras ficam em meio a vácuos
e silêncios, ninguém as nota lá, ninguém procura saber o motivo da escolha dessas palavras que formaram uma frase e depois um texto.
Gritar é muito mais fácil, por isso nem todos são poetas, embora se encontre poesia até em berros dilacerados, eles contém muito sentimento, e dependendo da intensidade dos gritos, nem precisam de tantas palavras.
Poetas escrevem porque não sabem gritar, fazem o lápis gritar no papel, ou os dedos nas teclas, mas não gritam ao mundo o que querem. Escrevem o que querem, esperando de alguma forma serem compreendidos. Esperando que de alguma forma o universo lhes dê aquele punhado de palavras trazido pelas estrelas, aquele que vai salvar o poeta, a poesia, que todos lerão e entenderão, que mudará o mundo para sempre.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
E se o tempo perdido fosse encontrado?
Duas crianças correndo ao vento, juntas de mãos dadas, cantando sobre o tempo, o tempo perdido, o tempo que eles ainda não perderam e se perderam ainda não encontraram. Aquela música fazia com que eles se sentissem gigantes, fortes, com uma voracidade, uma fome de vida nunca vista antes. Não era só pelo ritmo, ou a letra, era o conjunto todo, só por falar em ''tempo perdido'' a ânsia por vida fumegava dentro deles...eles berravam a letra aos sete ventos não dando a mínima importância a quem estivesse ouvindo, tinham o belo dom de ignorar completamente o resto do mundo quando estavam juntos. Se sentiam tão incomuns perante a sociedade comum que tinham em sua volta, pareciam aliens, não pertenciam aquele planeta. Eram da lua, das estrelas, dos cometas, das galáxias, eram do universo e não sabiam. Eram as jóias mais incomuns e preciosas que o homem foi capaz de polir.
Eles cuidavam do tempo, sem ter noção de sua contrariedade, tempo é uma fonte quase que inesgotável, se formos analisar de uma forma geral, o tempo ''universal'', temos sim muito tempo e não temos quase que nenhum, mas ao longo de nossa vida vamos perdendo ele um pouquinho, aproveitando quase que nada, elaborando e lendo mil e uma teorias sobre o tempo...a verdade é que não sabemos sobre ele. Eles quebravam os ponteiros de cada relógio, para que pudessem ficar mais tempo juntos, um dia e uma noite nunca eram suficientes para eles, nunca. Controlavam os minutos, segundos, como se fossem o Deus do tempo, ou o Deus Tempo. Não pareciam notar isso, só notavam um ao outro e a beleza que o mundo irradiava ao redor deles. Não compreendiam o tempo, as pessoas, a sua sociedade, não buscavam compreensão nesse mundo que é de ninguém e é de todo ''mundo''. Eles sentiam, eram também, sentimentos, qualquer oportunidade que tinham de agarrar o tempo (desculpe caro leitor, por colocar tanto ''tempo'' neste texto, ousei falar desse Deus, como poeta que sou, era minha obrigação tentar.) não desperdiçavam e agarravam. Corriam em direção a vida, a cada ponteiro de relógio que quebravam, corriam em direção ao tempo. Corriam.
domingo, 21 de julho de 2013
Quando as estrelas caem do céu
Descolei do céu todas as estrelas que pude, as que consegui alcançar.Naquele dia sentei e contemplei a chuva e cada detalhe que nela continha.O som...o mais bonito, água caindo do céu, devia ser considerado algo divino.Queria poder guardar esse som, mas ficaria artificial.Sou muito apegada as estrelas e tenho aprendido a enxergar o mundo com olhos coloridos e não castanhos, da cor que realmente são.As estrelas que me fazem ser assim a lua também e a chuva, as árvores, o céu de dia e o amor.Mas em certas vezes as pessoas são cruéis e por mais que eu possa filtrar suas palavras alguns resquícios de negatividade acabam ficando, e por mais que meu coração diga que estão erradas minha mente insiste em guardar esses resquícios querendo os transformar em rancor.Briga eterna essa entre mente e coração. Por tais motivos decidi me afastar das pessoas. Sim eu amo pessoas e acho que elas que fazem o mundo e que são grande parte da beleza dele e da ruína também.Mas pessoas machucam pessoas, me afastei, achei por um momento que o problema poderia ser meu, mas jamais acabaria com minha vida. E achei a solução na fuga.
O problema é que sempre fui muito dependente de pessoas, os motivos de meus poemas não eram só minhas alegrias ou angústias, eram também as pessoas, afinal, elas causavam as alegrias e angústias.E em meus sonhos de garota, que confesso ainda sou, sonhava em fugir com um amor ao meu lado. Fugi mesmo assim, deixei uma carta a meu amor, essa aventura deveria seguir sozinha, ou quase isso, levaria é claro as estrelas que descolei do céu.Foi um longo caminho, até que encontrei uma ilha onde só havia água, areia e árvores. O céu era totalmente azul sem sinal de nuvens ou estrelas que dirá lua.Nos primeiros três dias foi uma total auto descoberta, eu em contato com a natureza, não havia lugar melhor para uma terapia intensiva.Mas depois, depois fui sentindo saudades, primeiro do meu amor....deuses ! Como doía essa saudade, era massacrante, rasgava meu peito e depois ia rasgando cada órgão vital e não vital que um ser humano possui.Pessoas sempre afetam positivamente ou negativamente outras pessoas.Falo como se não fosse uma, é porque não me considero.Me considero areia, mar, coração, céu, coração de novo, e muitas linhas em branco esperando uma análise poética bem detalhada. A partir do quarto dia comecei a sentir saudade das pessoas, não apenas do meu amor, ai vi o que sou...uma pessoa com medo de pessoas, que descolou do céu muitas estrelas e levou as consigo. As estrelas decidi devolver ao céu, esse céu vazio da ilha estava pronto para recebe las, fiquei contente ao perceber o que fui fazer ali. Colei as então, uma por uma,depois afastei me e contemplei, um lindo presente a ilha que me acolheu. Quando estava indo embora as estrelas despencaram do céu...cena jamais vista por um ser humano antes,tenho certeza. Pedi as para voltar, elas sabiam que pertenciam aquele céu e obedeceram. E eu, voltei para as pessoas.
O problema é que sempre fui muito dependente de pessoas, os motivos de meus poemas não eram só minhas alegrias ou angústias, eram também as pessoas, afinal, elas causavam as alegrias e angústias.E em meus sonhos de garota, que confesso ainda sou, sonhava em fugir com um amor ao meu lado. Fugi mesmo assim, deixei uma carta a meu amor, essa aventura deveria seguir sozinha, ou quase isso, levaria é claro as estrelas que descolei do céu.Foi um longo caminho, até que encontrei uma ilha onde só havia água, areia e árvores. O céu era totalmente azul sem sinal de nuvens ou estrelas que dirá lua.Nos primeiros três dias foi uma total auto descoberta, eu em contato com a natureza, não havia lugar melhor para uma terapia intensiva.Mas depois, depois fui sentindo saudades, primeiro do meu amor....deuses ! Como doía essa saudade, era massacrante, rasgava meu peito e depois ia rasgando cada órgão vital e não vital que um ser humano possui.Pessoas sempre afetam positivamente ou negativamente outras pessoas.Falo como se não fosse uma, é porque não me considero.Me considero areia, mar, coração, céu, coração de novo, e muitas linhas em branco esperando uma análise poética bem detalhada. A partir do quarto dia comecei a sentir saudade das pessoas, não apenas do meu amor, ai vi o que sou...uma pessoa com medo de pessoas, que descolou do céu muitas estrelas e levou as consigo. As estrelas decidi devolver ao céu, esse céu vazio da ilha estava pronto para recebe las, fiquei contente ao perceber o que fui fazer ali. Colei as então, uma por uma,depois afastei me e contemplei, um lindo presente a ilha que me acolheu. Quando estava indo embora as estrelas despencaram do céu...cena jamais vista por um ser humano antes,tenho certeza. Pedi as para voltar, elas sabiam que pertenciam aquele céu e obedeceram. E eu, voltei para as pessoas.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Cidade descolorida
Era uma cidade tão linda, concretos pretos, céu branco,as cores se intercalavam.Era tudo lindo de se ver, mas tão triste.O sol nascia todos os dias com cor de lua. A lua nascia escura. E era tudo assim, os moradores dessa cidade haviam se acostumado com tudo isso, com a falta de cores. Ninguém sangrava, mas também não sorria, lágrimas escuras escorriam pelos muros pretos, nada se distinguia, tristeza ou alegria, tudo se parecia.A música não fazia nenhum efeito nas cores,os beijos que as pessoas trocavam eram sem amor.E a cidade vivia no preto e branco,se misturasse dava um cinza, que provavelmente deixaria tudo mais triste. Ninguém conhecia as cores...aquelas cores, o vermelho vivo de sangue, de coração, de amor, de vida.O azul de céu, de mar, de olhos.O verde de folhas, de flores e olhos.O castanho da árvore,de madeira,de olhos e cabelos.O amarelo de sol,de luz e cabelos. Não sabiam que todas as cores podem fazer as penas de um passarinho,não conheciam as cores,pobres dos moradores. Seus passarinhos eram pretos ou brancos.Pra quem conhece as cores como nós pareceria impossível viver em um mundo assim, mas foi muito simples para os moradores enxergarem apenas o preto e branco que a cidade exibia, sem questionar, sem querer mudar, porque eles enxergavam apenas o que tinham ali em volta e mais nada. Porque isso era mais simples, eles aprenderam a encontrar beleza na tristeza, mundo sem cor é triste.
Não sentiam muita dor e nem muito amor.Mas tinham uma vontade de arder, de doer, de viver.
Uma moça estava passeando de carro, pensando em seu namorado e nos sentimentos que estavam a crescer, queria correr, ser amor, fazer amor.Passou batom esperando um resultado diferente,sua boca estava branca como sempre.Se distraiu,atropelou um garotinho, saiu do carro correndo, o garoto estava sangrando uma multidão se juntou para ver, era sangue vermelho, sangue de vida se esvaindo ou de vida pulsando. O batom da moça ficou vermelho, o cabelo castanho, os olhos do garoto atropelado eram azuis,com sua vida deu vida a cidade descolorida.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Anjo
Um anjo de asas quebradas veio me salvar.Tão belo anjo,fez eu me apaixonar.Me leva aos céus todos os dias,canta para mim,me mostra constelações,me faz tão feliz,mesmo que eu não saiba o que é felicidade.É tão sensível e tão forte ao mesmo tempo,voa como se soubesse o que é liberdade,mas não sabe o pobre anjo,não sabe o que é liberdade.Ao menos voa,de vez em vez me trás um punhado de estrelas que apanha do céu,lindas são elas,mas como se fossem peixes devolvidos ao mar,devolvo as ao céus.O anjo já tem um par de estrelas no rosto,brilho tão intenso,me faz delirar.Nunca havia eu pensado na eternidade antes,o anjo veio e me trouxe essa esperança.Havia guardado o futuro em um baú junto com o passado,havia eu deixado bem trancado para jamais abrir,mas o futuro insiste em me perseguir,agora querendo se transformar em eternidade para que eu possa viver junto com meu anjo para todo o sempre.Aos poucos venho consertando as asas do anjo,as cicatrizes já estão se formando e aos poucos são cobertas pelas penas.Só eu posso enxergar esse anjo,vejo que anjos não são perfeitos,também possuem defeitos,perfeitos defeitos.Tento mostra lo e exibi lo para as pessoas mas ninguém o enxerga,apenas eu.Suas asas por mais que estejam feridas me protegem com um carinho que jamais havia eu recebido.Raios de sol não me aquecem tão bem quanto suas asas.Quando estou cinza o anjo me colore de novo,me colore com lindas palavras e carinhos gentis.Nunca fui de alguém,mas a esse anjo me entreguei,e todo o amor que tenho lhe dei.O anjo contente ficou,não sabia o que era amor,só conhecia a dor.Quando caiu no concreto o anjo,coitado do anjo,obrigado a viver em um mundo de desencantos,mas agora conhecia o amor e sem as asas pode sobreviver.E juntos fomos colher estrelas até o amanhecer.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Será só imaginação?

A vida é tão intrigante,tanto quanto tudo o que nela existe.A nossa ancia por entendimento nos move para frente.Tantos valores,tantas duvidas e desejos,nos fazem lutar por coisas completamente diferentes,essências para a sobrevivência mas não para a vida.Tudo se mistura vira um caos dentro da gente e ainda temos que nos conhecer,saber do que gostamos,saber o que é prioridade em nossa vida,temos que deixar um tempo pra ser feliz e aproveitar tudo o que temos.Tudo isso em um determinado tempo que não sabemos qual é.Só de pensar nisso tudo da vontade de gritar,mas é importante pensar nisso,só para não esquecer o que vim fazer aqui,e sim,faço vocês leitores pensarem nisso também para não esquecerem o que vieram fazer aqui.Viemos todos viver ! viver com vontade,voracidade,vivacidade ! E que não fiquemos apenas nas palavras,que são muitas vezes belas,iludem nossos olhos e ouvidos e nos fazem acreditar que só ler e escrever nos faz voar...bom flutuar sim,mas voar...pra voar é preciso mais que um punhado de palavras soltas ou presas..Quanto mais vivo,mais aprendo,penso que sei tudo,e vejo que definitivamente não sei absolutamente nada.Mas do que importa saber? O primeiro passo é saber que não temos muito tempo,saber que o pra sempre não existe (isso depende do ponto de vista de cada um).Isso é o mais importante saber,o resto a gente aprende depois,não na escola. Queremos que nossa vida dure para sempre,que o chocolate dure para sempre,que o dinheiro dure para sempre,e o mais desejado..que o amor dure para sempre.Sempre buscando o ''pra sempre'',o que seria o pra sempre? seria pelo resto da vida? seria mesmo após a vida? Os filmes antigos nos iludiam com lindas histórias de amor que duravam para sempre,lindos contos de fadas,os filmes modernos nos desiludem. Eu realmente não sei em que acreditar,mas para sofrimentos menores (não sei se existem),acredito que não existe o ''pra sempre'',mesmo que meu bobo coração mantenha acesa a chama da esperança.Mas não gastemos nosso precioso,preciosíssimo tempo,à procura do entendimento de tais questões.Porque talvez tudo isso,tantas duvidas,desejos e questionamentos e tanto amor também,talvez tudo não passe de um sonho,um lindo e conturbado sonho...ou apenas imaginação,será? Então...que sonhemos !
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Criando
agora o poema se cria sozinho e sai por ai coração afora
li e reli,nada encontrei,nada que pudesse me fazer desejar menos o poema que criei
Tão isento de erros,tão cheio de beleza e perfeição,nunca havia amado tanto uma criação
A criação já não é mais de minha autoria,nem do universo
fez se sozinha em um mundo de inversos
As palavras que fizeram os versos do poema,já não podem ser lidas
viraram vento,viraram coração,viraram carne e osso,viraram vida
Uma vida tão linda,que ainda insisto em ler
vida essa que sempre aparece para me ver
Será pra sempre o poema mais lindo que já sonhei.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Brasil,mostra a tua cara !
Tanto dinheiro é escondido e dizem que quem luta é bandido
Tanto dinheiro é mostrado,ao invés de construírem escolas,constroem estádios
Tanto lixo sendo transmitido pela televisão,destorcendo verdades e destruindo o futuro da nação
Dinheiro sendo mal investido,acaba com toda a educação
Onde deixamos o nosso país parar? O controle sempre esteve em nossas mãos,
só que o mais usado sempre foi o da televisão.
Os acomodados sentados continuarão,enquanto os corajosos lutam sem conformação.
É uma 'guerra' que travamos com nossos erros do passado,ganharemos lutando juntos,lado á lado.
Sim,é uma luta difícil,mas cada vez mais real,Juntos estamos reconstruindo nosso ideal.
Brasil,enfim obedecendo o poeta e mostrando sua cara
As pessoas estão se erguendo e lutando pelo que haviam deixado para trás,agora com muita garra
Ajudamos a construir tanto lixo que não nos lembrávamos que havia beleza por debaixo de tudo,
esse país já não é mais mudo !
Tanto dinheiro é mostrado,ao invés de construírem escolas,constroem estádios
Tanto lixo sendo transmitido pela televisão,destorcendo verdades e destruindo o futuro da nação
Dinheiro sendo mal investido,acaba com toda a educação
Onde deixamos o nosso país parar? O controle sempre esteve em nossas mãos,
só que o mais usado sempre foi o da televisão.
Os acomodados sentados continuarão,enquanto os corajosos lutam sem conformação.
É uma 'guerra' que travamos com nossos erros do passado,ganharemos lutando juntos,lado á lado.
Sim,é uma luta difícil,mas cada vez mais real,Juntos estamos reconstruindo nosso ideal.
Brasil,enfim obedecendo o poeta e mostrando sua cara
As pessoas estão se erguendo e lutando pelo que haviam deixado para trás,agora com muita garra
Ajudamos a construir tanto lixo que não nos lembrávamos que havia beleza por debaixo de tudo,
esse país já não é mais mudo !
sexta-feira, 14 de junho de 2013
O mundo não é maravilhoso?
O mundo não é maravilhoso? A maior parte das pessoas pode dizer que não,e darem justificativas erronias sobre o que é verdadeiramente bom e ruim.Mas os leitores,tenho certeza,que dirão sim,é maravilhoso,porque esses leitores buscam nas palavras a beleza muitas vezes esquecida pelos outros. Se o mundo é um lugar maravilhoso,porque tanta luta por sobrevivência,quando devíamos estar lutando por felicidade? Buscamos nossa felicidade em lugares errados,e nos contentamos com tão pouco,sim,dinheiro é pouco,por mais milionários que possamos ser.Claro há quem diga que dinheiro sim trás felicidade,mas não trás.As melhores coisas são de graça,o mundo e a vida já não são provas suficientemente válidas?esses que dizem que o dinheiro trás felicidade,tem um grande vazio e uma grande dificuldade de saber como preenche lo,e se conformam em preencher com o dinheiro,porque é difícil,sim é muito difícil se levantar enxergar a vida e lutar por ela,ainda mais quando se tem na cama travesseiros de pena de ganso,e colchões super caros recomendados por médicos mais caros ainda.Nos afogamos em rios de ilusões sobre a vida,pensamos saber tudo,pensamos demais.Temos super heróis em quadrinhos,filmes,livros,jogos.Quando crianças sonhamos em mudar o mundo,salva lo,como nos quadrinhos,e quando crescemos,conseguimos perceber que todos juntos temos esse poder.-Sim é clichê,é mais um texto clichê,caro leitor.Me desculpa mas sou inteiramente feita de clichês-.Prosseguindo,percebemos que juntos temos poder de mudar o mundo,e damos de presente para pessoas totalmente vazias e despreparadas,que não cuidam de nós,que não nos dão proteção.Esses tem buracos cada vez maiores,verdadeiras crateras de medos,culpas,solidão e infelicidade.Mas de onde o mundo tirou que dinheiro é a razão da felicidade? Eu tenho um sonho incrivelmente puro e inocente,que até o mais cético,realista e pessimista do mundo acredita,bem lá no fundo,ou deseja que seja realizado.Meu sonho...talvez ambicioso demais,é querer que as pessoas saibam onde procurar,onde encontrar a felicidade,quero que todos sejam felizes.Temos tão pouco tempo,quando se fala em vida é inevitável não mencionar 'tempo',e quanto antes percebemos o que é realmente importante,o que nos fará viver de verdade,e ser feliz,mais viveremos.Esse é o desejo de todo mundo,viver mais,por mais pobres que sejam suas vidas,desejo errado esse.Quero um mundo em que todos acreditem que a felicidade não é só um desejo que 'existe' para ficar no plano dos sonhos,das idéias,mas sim que é real,paupável .Não me prolongarei mais,escrevi talvez o bastante,e ainda sim não disse tudo,mas vocês leitores podem já estar cansados de tantos clichês,mas a vida é feita disso.
sábado, 1 de junho de 2013
Um tanto clichê
Tudo planejado,certo marcado
Será otimismo? não essa certeza toda que temos do futuro não é otimismo,mas é algo que minha inteligencia ainda limitada não consegue explicar.É preciso muito pra se entender a mente humana,mais que uma vida.Vida... essa que cada ser humano tem,essa nós desperdiçamos constantemente tendo a certeza de que jamais morreremos,tendo a certeza que de alguma maneira continuaremos a existir.Temos apenas uma vida,não sete,nós fazemos tantos planos,tantos,reclamamos mais que elogiamos.Tem dias que se passam como se não tivessem existido,porque são esses os incontáveis dias em que não vivemos,que não fazemos nada para que ele seja lembrado.
E quando lembramos de viver inevitavelmente pensamos na morte,e varremos esse pensamento,porque de alguma forma parece que falar na morte nos aproxima dela.Lembramos que existe essa possibilidade e que não sabemos se esta perto ou longe de acontecer.Lembrar nisso da uma vontade incessante de viver,só vontade.As pessoas correm tanto,a alegria e a vontade se perdem em meio a tanto trabalho,e assim vivemos menos.Tantas fórmulas de alegria são criadas,por escritores,ou aspirantes a escritores,confesso que também crio algumas,mas de tempo em tempo as corrijo.
Fórmulas que dizem para não criarmos expectativas ou para corrermos na direção contrária do amor,porque esse só machuca.O amor...talvez o único sentimento que faça da vida preciosa,as pessoas se equivocam tanto,elas pensam errar quando se entregam aos sentimentos,quando seguem de verdade o coração.Sim,é um tanto clichê falar em ''seguir o coração'',mas esse coração são nossas emoções,o que nos impulsiona pra frente.E o que é mais clichê...estava eu em um cemitério,lindo por sinal,sem as lápides pareceria apenas um parque,mas se fosse um parque não seria tão bem cuidado.Observando o caixão pequenino sendo enterrado,e os rostos sem expressão todos em silêncio,meu corpo tremia,minha boca estava com um gosto amargo.O dia estava lindo,um lindo dia para se estar vivo,e o bebe nasce morto e volta pra natureza.É clichê,uma ida ao cemitério me fazer enxergar tudo isso e ver o quanto a vida é valiosa,e curta.
Será otimismo? não essa certeza toda que temos do futuro não é otimismo,mas é algo que minha inteligencia ainda limitada não consegue explicar.É preciso muito pra se entender a mente humana,mais que uma vida.Vida... essa que cada ser humano tem,essa nós desperdiçamos constantemente tendo a certeza de que jamais morreremos,tendo a certeza que de alguma maneira continuaremos a existir.Temos apenas uma vida,não sete,nós fazemos tantos planos,tantos,reclamamos mais que elogiamos.Tem dias que se passam como se não tivessem existido,porque são esses os incontáveis dias em que não vivemos,que não fazemos nada para que ele seja lembrado.
E quando lembramos de viver inevitavelmente pensamos na morte,e varremos esse pensamento,porque de alguma forma parece que falar na morte nos aproxima dela.Lembramos que existe essa possibilidade e que não sabemos se esta perto ou longe de acontecer.Lembrar nisso da uma vontade incessante de viver,só vontade.As pessoas correm tanto,a alegria e a vontade se perdem em meio a tanto trabalho,e assim vivemos menos.Tantas fórmulas de alegria são criadas,por escritores,ou aspirantes a escritores,confesso que também crio algumas,mas de tempo em tempo as corrijo.
Fórmulas que dizem para não criarmos expectativas ou para corrermos na direção contrária do amor,porque esse só machuca.O amor...talvez o único sentimento que faça da vida preciosa,as pessoas se equivocam tanto,elas pensam errar quando se entregam aos sentimentos,quando seguem de verdade o coração.Sim,é um tanto clichê falar em ''seguir o coração'',mas esse coração são nossas emoções,o que nos impulsiona pra frente.E o que é mais clichê...estava eu em um cemitério,lindo por sinal,sem as lápides pareceria apenas um parque,mas se fosse um parque não seria tão bem cuidado.Observando o caixão pequenino sendo enterrado,e os rostos sem expressão todos em silêncio,meu corpo tremia,minha boca estava com um gosto amargo.O dia estava lindo,um lindo dia para se estar vivo,e o bebe nasce morto e volta pra natureza.É clichê,uma ida ao cemitério me fazer enxergar tudo isso e ver o quanto a vida é valiosa,e curta.
O dia em que o sol não nasceu
Joga todas as suas perguntas para a lua,tantos papeis gastos em poemas não terminados,poemas dedicados a amores não começados.Uma vida cheia de tarefas ínterminadas,sonhos nem cogitados a serem realizados,e de uma hora pra outra o que é mais precioso se acaba,o que não depende dela pra ser concluído,terminado,termina.
Ansiosa,senta na janela e espera o sol nascer.-Mas como está demorando hoje !-pigarreia para o céu,com a cabeça jogada do lado de fora da janela,como se o sol pudesse escutar suas exclamações.Pelo jeito não podia.A garota da história cujo nome é Malu desiste de esperar,a propósito,essa é sua especialidade,desistir,não terminar,sempre começar e não encerrar.Mania feia essa !
Iniciou então seu dia,colocou um pouco de geleia em uma fatia de pão tostado,deu uma mordida e deixou ali,tomou um gole de suco de abacaxi e deixou o resto em cima da mesa.Saiu para rua para iniciar suas tarefas.Nas ruas as pessoas estavam confusas,o céu estava escuro e não era sinal de chuva,ninguém sabia o que estava acontecendo,mas muitos continuavam seu caminho de costume.A garota também continuou.Enquanto estava caminhando esbarrou em um velho conhecido,Bernardo,um antigo amor,tinha ótimas lembranças dele.Começaram a conversar,foram então a um bar,riam de tudo,lembrando dos momentos e antigas histórias.Era um dia incomum para Malu,normalmente ela apenas estudava e trabalhava,e continuava vivendo sem nenhum momento interessante em seu dia.Para Bernardo o dia também era incomum,ele tinha tantos trabalhos para concluir,ao contrário da garota ele concluía.Mas eles estavam juntos ali,um momento raro,um encontro inesperado.Resolveram sair da rotina,foram dar uma volta pela cidade,onde as coisas continuavam confusas,mas nada fora do normal.O dia já parecia noite,mas as estrelas não estavam lá.Eles se deram as mãos e correram,deixando o vento entrar pelos seus cabelos encaracolados,estavam se divertindo tanto,sendo felizes como nunca haviam sido antes.A garota sabia que algo não estava certo,ele também,mas não ligaram.
Enquanto se divertiam,tudo acontecia como em um dia qualquer,pessoas morriam por motivos banais,como se suas vidas não fossem importantes,crianças nasciam,pessoas trabalhavam,adolescentes estudavam.Nesse dia as crianças nasciam apenas para dar últimos momentos de alegria a seus pais,e para abraçarem pela primeira e última vez a vida tão curta que lhes foi dada.Os doentes do hospital se sentiam mais vivos,mas mais próximos da morte,uma ironia deliciosa...tudo como em um dia comum,mas não era um dia comum.
Todos do mundo estavam tendo sentimentos mesclados,medo,amor a vida,sensações de liberdade,sentimentos comuns do dia a dia de pessoas observadoras,apaixonadas.Mas o mundo em uma incrivel sintonia estava experimentando das mesmas sensações.
Malu e Bernardo,sentados em um banco,diziam suas últimas palavras,que pareciam cantadas para o universo.
-Sempre tenho a mania irritante de começar e não terminar,agora eu percebo que a única coisa que não depende de mim para terminar,é a mais importante,minha vida.-Diz Malu.
-Se você pudesse escolher alguém com quem ficar no seu último dia,quando tudo isso acabar,quem seria?
Ela então o beijou,e o mundo explodiu em milhões de estrelas,varrendo todo e qualquer sinal de vida da terra.
domingo, 26 de maio de 2013
Nos meus olhos
Nas linhas do meu caderno os mesmos versos são escritos,todos os dias,como para me lembrar de que posso mergulhar nos céus de estrelas e sonhos,e posso voltar,posso sempre voltar.Mas meus olhos de criança que me olham assustados pelo espelho sempre me pedem pra mergulhar e ficar lá,me pedem desesperadamente pra que eu fique e recolha todas as estrelas e sonhos possíveis para que quando eu voltar não seja tão dolorido encarar o mundo de novo.Meus olhos tem medo de que eu tenha medo,meus olhos tentam me avisar coisas que jamais entenderei.Gasto horas encarando meu rosto no espelho na esperança de descobrir algo além das coisas que já sei,mas não descubro nada,as vezes só algumas olheiras.Meu rosto não parece mais meu rosto,encaro uma pessoa desconhecida,se é que já me conheci algum dia.Mergulho dentro de mim mesma em busca de respostas,quero saber o que meus olhos querem me dizer,e saber porque eles me olham tão tristes.Virei adulta,mas os olhos castanhos daquela criança que brincava de casinha continuam no rosto,agora mais largo,e com um pouco de medo,um pouco menos de alegria e coragem.Meu coração costumava ser como um jardim bem florido e colorido cheio de crianças correndo em volta das flores.A medida que fui crescendo as flores foram secando,o jardim ficou devastado e nenhuma criança quis visita lo mais.Meus tristes olhos querem saber quando as borboletas iram voltar.Eles não precisaram me contar desta vez,consegui descobrir em mais um daqueles mergulhos que costumo dar dentro de mim ou pelo céu,nem sempre são divertidos,mas são necessários.
-As borboletas irão voltar as poucos,aos poucos. -disse meu coração para meus olhos,em uma conversa intermediada pela minha boca.Já não serão mais tristes esses olhos de criança.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Pra ti, amor
Para Jonathan Almeida
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Querido futuro
Querido futuro,fique ai intacto onde está
congela este momento quero o presente
quero aqui ficar,quero amar,quero o mar
sem me afogar
Querido futuro,não me conte sobre você
quero viver sem saber o que vai acontecer
Quero andar por ai esperando por nada
vivendo tudo e pensando no mundo
Querido futuro,guarde se e não me conte
os meus segredos desconhecidos
quero tranquila ficar a te esperar
vivendo aqui,agora,sem imaginar
como o amanhã será
Querido futuro,não me dê certezas
as incertezas são tão belas
prefiro a elas,me permitem sonhar,
viajar,voar.
Querido futuro,me deixe flutuar
nas esperanças de ser e ver
o que ainda não sou e não vi
me deixe ficar aqui,querido futuro.
congela este momento quero o presente
quero aqui ficar,quero amar,quero o mar
sem me afogar
Querido futuro,não me conte sobre você
quero viver sem saber o que vai acontecer
Quero andar por ai esperando por nada
vivendo tudo e pensando no mundo
Querido futuro,guarde se e não me conte
os meus segredos desconhecidos
quero tranquila ficar a te esperar
vivendo aqui,agora,sem imaginar
como o amanhã será
Querido futuro,não me dê certezas
as incertezas são tão belas
prefiro a elas,me permitem sonhar,
viajar,voar.
Querido futuro,me deixe flutuar
nas esperanças de ser e ver
o que ainda não sou e não vi
me deixe ficar aqui,querido futuro.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
A culpa é do amor
Brincamos o dia inteiro na lua,você lembra?Ainda sim chegamos bem a tempo do jantar.Fomos tão livres e jovens aquele dia,como nunca teriam sido os que trabalham trancados em seus escritórios,presos em suas rotinas.Voamos tão alto,planamos como pássaros e não sentimos a queda,o mundo girou rápido demais naquela noite,lembra? as estrelas estavam a ponto de cair.Vimos tanta coisa linda,eu nunca teria notado as borboletas no escuro se você não estivesse comigo,e você encontrou tantos vaga lumes na luz do dia,disse que se eu não estivesse com você jamais teria notado.Foi como se a beleza do mundo tivesse se ampliado mais naquele dia só para que pudéssemos vê la.Estamos sempre caminhando como formigas fazendo nosso trabalho e não percebemos o quanto tudo é infinito comparado a nós,mas nós naquele dia eramos infinitos, não cabíamos nesse mundo,poderíamos voar por todas as galáxias as mais distantes da via láctea,mesmo assim ainda seriamos grandes demais.Como podemos ser tão pequenos comparados a imensidão do mundo ao mesmo tempo tão grandes comparados a essa mesma imensidão? Ficamos tão sensíveis aos detalhes,um beijo seu e já consigo ver estrelas na manhã observando o nascer do sol.Estou vendo,sentindo o mundo com um olhar que antes eu não possuía e a culpa não é sua,a culpa é do amor.
domingo, 7 de abril de 2013
Nossa breve passagem pelo mundo
O mundo se apagou,apenas nossos olhos e corações permaneceram acesos,nossos sonhos iluminavam o caminho.Com a pouca luz que tínhamos conseguíamos ver tantos olhos e corações apagados ,não entendíamos porque.Os olhos apagados não pertenciam mais a pessoas,e sim a carcaças de medos,frustrações e decepções flutuando em seus casacos de pele sem saber porque continuavam ali,acendiam um cigarro,sem questionar o vazio e a escuridão tragavam e deixavam a fumaça poluir o ar.
Nós,agora de mãos dadas,impedindo que aquele ar frio e poluído nos afetasse,continuávamos a caminhar.
Lembra o que vimos depois?Sim,aquele par de irmãos,não tinham pais,tinham muita fome,pouca roupa,mas seus olhos e corações ainda estavam acesos.A chama da esperança é sempre a última a se apagar.Vendo que não éramos os únicos com sonhos vivos,enchemo-nos de força e seguimos.
Olhávamos para o céu de quando em quando,e nos perguntávamos quanto tempo levaria para que a fumaça densa e escura consumisse as estrelas e a lua.
Você estava quieto ,quase apagado,eu lhe dei um abraço e você voltou com luz renovada.Isso depois de termos visto aquela senhora com seu filho nos braços,o menino estava com olhos e coração apagados,mas um calor e brilho aqueciam o triste e cansado corpo de sua mãe.Os olhos dela estavam aos poucos se apagando,mas uma esperança que se renovava de segundo a segundo não deixava que seu coração se apagasse.Choramos mais tarde relembrando,lembra?
Depois fomos descansar,passou um homem muito enérgico,dizia ele ser um vendedor de sonhos,tudo o que devíamos lhe dar em troca era um bocado de luz para seu velho coração,que segundo ele já estava cedendo.Nós já tínhamos sonhos,então dividimos com ele um pouco de nossa luz.
As estrelas estavam se apagando,você enxugou minhas lágrimas e disse que era apenas o dia nascendo.
Não vimos o sol naquela manhã,ele estava escondido por trás da grande nuvem de fumaça de medos,que as pessoas produziam a cada vez que respiravam.Você me abraçou forte,compartilhando sua coragem comigo.
Depois vimos aquela pobre garota,seu coração possuía apenas um belo e fraco feixe de luz,que produzia um intenso brilho,ela estava dando a luz a um bebe.A garota pode apenas ouvir a bela música que foi o choro do bebe ,abriu um largo sorriso,por um breve e único momento seus olhos se acenderam em um azul intenso,depois tudo se apagou,restou apenas a criança,chorando a vida,sobre o corpo da jovem mãe que ali morrera.Pegamos a pequena vida em nossas mãos,parecia tão frágil,mas ali com seu brilho intenso,sem saber o que representava,parecia debochar de nós,por sermos tão fortes.
Entregamos aquele pequeno pedaço de esperança a senhora que havia perdido seu filho,as luzes nela se acenderam novamente,juntos compartilharam luz.
Você chorou aquela manhã,eu lhe disse que a noite veríamos as estrelas,só precisávamos de calma.
A força que o medo tem sobre as pessoas é devastadora,destruía cada canto e cada flor daquele mundo.Eu não conseguia acreditar no que meus olhos viam,o dia se transformava em noite com uma velocidade notável.Você puxou meu corpo junto ao seu,me disse que o amor pode ter tal força.
Então sem ao menos um sinal a chuva caiu,ao invés de acabar de vez com o mundo,ela limpou o medo,a arrogância,o desamor,foi matando a sede e unindo as pessoas,essas agradeciam aos céus pela água derramada.
Quando a chuva cessou já era noite,as nuvens se abriam como cortinas,dando espaço as estrelas,e a lua que timidamente tomava o centro do céu,esbanjavam luz aos terráqueos que empinavam as cabeças para assistir o belo show que é a vida.Nossos sonhos agora realizados nos fizeram alcançar os céus,contemplamos o espetáculo mais de perto,e vimos o mundo aceso novamente.
domingo, 31 de março de 2013
Minhas asas,onde estão?
Pássaros presos na parede,personagens presos em seus livros,livros presos na prateleira,ela se sente presa ao mundo.Sempre se achara tão livre,ao menos em sua infância costumava ser assim.A primeira vez que ela andou de bicicleta depois de seu pai ter tirado as rodinhas,foi uma sensação incrível,a velocidade,o vento,foi a segunda sensação de liberdade,a primeira ela mal lembra,foi quando saiu da barriga de sua mãe depois de ficar presa lá dentro por longos nove meses.Quanto mais crescia mais presa se sentia ao mundo,as cores,as árvores,as pessoas,e a liberdade que ela pensava existir,começava a se extinguir.Observando as pessoas ela começou a pensar no amor,concluindo que o amor era a maior prisão do homem,tantos sentimentos envolvidos prendendo duas pessoas uma a outra,talvez pra sempre.Tantas dúvidas a prendiam ao mundo,a mente humana lhe parecia muito complexa,era quase como se ela não fosse humana.Por que os pássaros tem asas e eu não,onde estão minhas asas?-sempre fazia essa pergunta a seus pais.Foi quando deu seu primeiro beijo de amor que as ganhou,demorou muito para entender como o amor era ligado a liberdade,as sensações que teve quando andou de bicicleta sem rodinhas foi a mesma do beijo,um sentimento lhe fazia ficar leve,o vento que soprava era quente.-Sim a liberdade existe,ganhei minhas asas !- gritava ela aos sete ventos.Percebeu que a liberdade é isso,estar presa ao mundo,as cores,ao amor.
sábado, 16 de março de 2013
A rosa
Doce menina,com seus cabelos castanhos e olhos de mesma cor,mas sempre com um brilho intenso,ora de tristeza,ora de alegria.Pequena e frágil aos olhos dos outros e mais ainda aos seus.Poderia ser facilmente confundida com uma rosa sem espinhos.Pensava não ser o bastante pras pessoas,não reconhecia suas qualidades,e criava defeitos que a deixassem confortável.
Estava,na maioria das vezes triste,sem nenhum motivo aparente.Não sabia que quando deixamos a tristeza entrar,ela facilmente se acomoda a nossa vida,pois ela é estável,sempre foi o caminho mais fácil a se chegar.
A garota já fora feliz antes,só havia esquecido a fórmula,e não sabia por qual problema começar.Criava mil paixões para se distrair e buscar uma luta a vencer.Se iludia,pensava sentir amor,e culpava a si mesma,por não ser bonita,inteligente ou legal o suficiente para que a amassem.Se machucava tanto,mas sempre,sempre começava de novo.
Concluía certas vezes que tinha inseguranças comuns de garotas da sua idade,mas estava passando disso,um buraco negro de medos,magoas e incertezas estava se formando,e ela continuava a achar que tudo estava bem,que era assim que devia ser,primeiro a chuva depois o arco-íris.Se deixava entrar nas páginas dos livros,se afogava junto com as personagens.Estava cada vez mais convencida de que o mundo em que vivia nunca seria tão bom quanto os que conhecia nos livros.Criava mundos perfeitos em histórias que escrevia,escrevia para si e para o mundo,esperava respostas.Romantizava a tudo e a todos,queria uma história perfeita,queria ser protagonista dessas histórias de livros,queria vencer as batalhas e depois a guerra final e por fim se jogar nos braços do príncipe encantado,mas não tinha coragem suficiente para assumir o que era,para enxergar e amar o que quer que ela fosse ou viesse a ser.
Pensava com otimismo,mas sempre acabava por agir tomada pelo medo,não agia por conta própria,se apegava as estrelas,chorava,deprimia se.Tinha uma vontade insaciável de ser mais,fazer mais,viver mais.
Gritava por ajuda,mas ninguém podia escutar,ela estava por conta própria.Se pegou lendo uma carta certo dia,uma carta de seu passado,citando-lhe suas qualidades,dizendo-a o quanto ela era especial.Chorou,mas não eram lágrimas de tristeza ou frustração e sim de realização.A garota que antes parecia tão frágil e quebrada,juntou seus pedaços,acrescentou várias camadas de amor próprio.Só para começar,quando estava na rua,entre muitos guarda-chuvas,largou o seu,deixou que as gotas da chuva gelada acariciassem seu rosto,fechou os olhos,sorriu.Estava viva.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Em poema te transformei
As estrelas brilham intensamente na sua presença
As flores se perfumam quando você as toca
As pessoas lhe sorriem nas ruas,quando por elas você caminha
Quando você canta,expõe sua alma e o mundo se encanta
Sua voz enche qualquer coração vazio,seu riso contagia
E a delicadeza com que você se expressa,quem não inveja?
Sua alegria é infinita,tristeza com você não combina
E no seu abraço cabe um mundo.Quem não te quer junto?
Tão você,que ninguém pode questionar de onde vem tanta personalidade
Todos te adoram com muita facilidade
Em poema te transformei,Vinicius Reis.
As flores se perfumam quando você as toca
As pessoas lhe sorriem nas ruas,quando por elas você caminha
Quando você canta,expõe sua alma e o mundo se encanta
Sua voz enche qualquer coração vazio,seu riso contagia
E a delicadeza com que você se expressa,quem não inveja?
Sua alegria é infinita,tristeza com você não combina
E no seu abraço cabe um mundo.Quem não te quer junto?
Tão você,que ninguém pode questionar de onde vem tanta personalidade
Todos te adoram com muita facilidade
Em poema te transformei,Vinicius Reis.
quinta-feira, 7 de março de 2013
O sol nasce para todos
A lua dorme no berço do céu com as estrelas a velar seu sono.
Lá embaixo Juan olha para a lua,rasgando seus sentimentos e os transformando em poema.
Do outro lado da rua,Alice conversa com as estrelas esperando que elas leiam seu coração.
Na porta vizinha,uma mãe espera aflita a chegada do filho,que lhe disse que estaria em casa antes da primeira estrela apontar no céu.
Dentro do ônibus que passa na rua de Juan,Alice e a mãe aflita,está acontecendo um assalto.O adolescente encapuzado aponta a arma para dois jovens.
O sinal fecha,Matheus faz malabarismo para ajudar sua família,ele percebe o assalto no ônibus e chama a polícia .
Alessandra tem dois filhos,é divorciada,tenta reparar os erros do mundo,afinal é seu trabalho.Seu telefone toca,é uma ocorrência,um adolescente esta assaltando um ônibus,o malabarista fez a denuncia.
Laura esta cansada,saiu tarde do trabalho e agora tem de ir para casa sozinha,enquanto atravessa a rua vê um clarão,foi atropelada.
João trabalha muito,é sozinho,exceto pela filha que mora com ele,mas ela é ótima,trabalha estuda,ele não conseguiu fazer isso,se orgulha muito da filha por ter conseguido.Ele está tão cansado,exausto,nunca haviam assaltado o ônibus enquanto ele dirigia,era um adolescente e com toda essa pressão ele não vê o sinal fechando,atropela uma menina.
Alessandra consegue chegar a tempo de parar o assaltante,quando chega está tudo pior,aconteceu um acidente,o adolescente se entrega,é um menor de idade,tem uma garota ensanguentada no chão,seus dois filhos estavam no ônibus,eles estão bem.
A mãe aflita atende o telefone,é da delegacia,seu filho foi preso.
João está desolado,atropelou sua própria filha,matou sua própria filha,chora sua morte junto com as estrelas que brilham no céu,elas sempre foram seu refugio,mas hoje,até elas perecem culpa-lo.
Alice não acredita quando escuta a voz do pai de sua melhor amiga dizendo que ela morreu,mas sabe que agora sempre terá uma estrela no céu brilhando mais que as outras.
Matheus nunca tinha visto tantas coisas acontecerem ao mesmo tempo,tantas coisas ruins,no meio disso tudo os policiais lhe agradeceram e resolveram ajuda-lo,dando um emprego a ele na delegacia.
O dia amanhece,Juan assiste o nascer do sol,abre um largo sorriso,coloca o titulo de seu poema:''O sol nasce para todos".
Na delegacia a mãe aflita chora junto com o seu filho,ele olha para a janela quadrada da cela,chora ao ver o nascer do sol.
João e Alice assistem ao enterro de Laura,a estrela maior parece brilhar mais que nunca,o dia está lindo,é um belo dia para se viver e contemplar o sol,as nuvens.
Laura vê seu pai e sua amiga chorando,mas ela está feliz e sabe que tudo passará e restara apenas a saudade.Ela da um pulo,senta-se sobre as nuvens e contempla o nascer do sol junto com todas as pessoas do mundo.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
A princesa do jardim
Havia nela as cores mais vivas da natureza,nos olhos o brilho das estrelas e no coração,como por ironia a sua vida,a inconstância da lua.Seus cabelos eram ondulados e de um castanho quase negro,com perfume de rosas,pele morena,seu rosto redondo com uma expressão alegre,sempre alegre.Além de tudo possuía uma força inabalável,seu nome...Laura.Depois da morte de seus pais em um incêndio Laura foi morar com sua avó materna,Antonieta,uma senhora gentil,alegre e divertida.
A casa da avó era enorme,de três andares,uma casa antiga mas conservada,com muitos cômodos,muitas janelas,a noite parecia que a casa estava no espaço de tantas estrelas que se podia enxergar,pela manhã os raios do sol entravam com vigor,era lindo de se ver.Devo mencionar que raramente chovia na cidade onde moravam,mas quando isso acontecia Laura não ficava olhando pela janela,ela saia e se divertia na chuva,usava longos vestidos,com o estilo do século passado,e se portava como se fosse uma princesa em filmes,a avó adorava assistir.
De todos os lugares da casa a parte que Laura mais gostava era o jardim,não só o cheiro das flores a atraia,mas toda a beleza delas,e o jardim parecia tão misterioso quanto belo,isso aguçava sua imaginação.Ela dizia a avó Antonieta que nem todos os mistérios devem ser desvendados,pois a graça estava em imaginar,ela gostava de desvendar apenas os mistério dos livros antes de chegar ao final e a avó dava uma boa gargalhada.
Laura era muito curiosa,mas mantinha sempre seu lema,sabia que havia algo de misterioso naquele jardim,as cores...sempre tão vivas nenhuma pétala sequer jamais esteve seca desde que Laura o visitava,mas seu lema era não descobrir nada,então para se distrair ela andava pelo bairro procurando mais jardins bonitos.Um dia encontrou uma casa muito bela,um pequeno chalé,novinho,mas não havia jardim,só terra,isso a deixou triste,então sem consultar os donos da casa,ela foi a noite com sementes e pás,até a casa sem jardim,e estava cavando e plantando as sementes em lugares marcados pra que ficasse bonito,ouviu uma voz,quando olhou encontrou um menino um pouco mais alto que ela,mas deveria ter a mesma idade:
- Quem é você e o que esta fazendo aqui? -exigiu ele
-Eu...e-e-e-eu...sou Laura,achei que essa casa precisasse de um jardim
-Então você não sabe da história?
-Que história?
Então ele,que depois disse que seu nome era Bernardo,levou ela pelas ruas da cidade,não estavam muito longe de sua casa,qualquer sinal de que o garoto pudesse machuca-la ela sairia correndo,mas ele não a machucou.Em vez disso contou que várias casas da cidade não possuíam jardim,que era apenas terra como em seu chalé,ela quase não acreditou mas ali com ele,a voz dele lhe dava uma certeza irreconhecível,e também ela podia ver com seus próprios olhos que era verdade.Ele lhe disse que não se podia simplesmente plantar,disse que tinha um mistério envolvendo tudo isso,um mistério que nem ele sabia.Como ela não sabia disso? bom,pelo menos explicava um pouco sobre o jardim de sua avó,mas nem tanto.Esse mistério ela queria desvendar,perguntou sobre a história a sua avó algumas vezes,mas ela disse que não sabia de nada,como poderia não saber?-Laura se perguntava,mas decidiu descobrir por conta própria,e com a ajuda daquele garoto,ele sabia mais que ela,talvez pudesse ajudar.
Quando ela foi a casa dele,desta vez com a permissão de dona Antonieta,ele aceitou a proposta,mas quanto mais procuravam,menos encontravam,e mais próximos um do outro ficavam.Até Antonieta conseguiu perceber,por falar nela,Laura notara o quão estranha sua avó estava,mas decidiu nem perguntar.
Ela teve depois de algum tempo a ideia de levar Bernardo ao jardim de sua casa,talvez o mistério da cidade estivesse escondido naquele jardim,e eles não sabiam muito coisa,tinham que arriscar,mas descobriram apenas uma coisa,o que deixava tudo mais confuso,as sementes que Laura havia plantado na terra de Bernardo estavam crescendo e se transformando em lindas flores.Enquanto olhavam para as rosas vermelhas e sorriam,a avó os olhava à distância e ria baixinho,com a certeza de que a coisa certa estava acontecendo.
Como eles não estavam descobrindo nada,Bernardo sugeriu dar um tempo dessa história,mas queria continuar vendo Laura.Durante dias se encontraram no jardim de Laura,até que chegou um dia que sua avó não resistiu e falou:
-Viram? vocês não precisam descobrir nada,o que tinha de acontecer,já aconteceu.
Laura não entendeu mais concordou,ela não se importava mais com esse mistério,ficaria por conta de sua imaginação,como sempre quis.E depois que pensou isso olhou ao redor e o jardim estava ainda mais bonito,mais vivo do que nunca,e as rosas brancas desabrocharam num instante,foi inacreditável,mas ela apenas sorriu e segurou a mão de bernardo.Do outro lado estava a dona Antonieta,sua avó sentada em uma cadeira de balanço com um livro aberto na mão,olhou para a neta e fechou o livro.Na capa lia-se:
A princesa do jardim.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Seja bem vindo 2013
Desejo a todos muito amor,paz,saúde,sucesso.Que consigamos distribuir e compartilhar os bons sentimentos,concretizando nossos sonhos,sonhando de novo e incentivando outras pessoas a sonharem também.Que possamos aprender mais,julgar menos,amar mais.Que deixemos o coração falar quando a razão quiser decidir.
Vamos nos permitir,vamos ser felizes,fazer acontecer.
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