sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Escrever para não gritar

A gente escreve pra ser lido, pra ler a gente mesmo, pra mostrar o que somos
escrevemos para ter palavras presas e bem colocadas em seu lugar,
mas o que queremos mesmo é gritar essas palavras, na esperança de que alguém as ouça.
Elas acabam assim, por serem escritas, porque poetas não gritam, e as palavras ficam em meio a vácuos
e silêncios, ninguém as nota lá, ninguém procura saber o motivo da escolha dessas palavras que formaram uma frase e depois um texto. 
Gritar é muito mais fácil, por isso nem todos são poetas, embora se encontre poesia até em berros dilacerados, eles contém muito sentimento, e dependendo da intensidade dos gritos, nem precisam de tantas palavras.
Poetas escrevem porque não sabem gritar, fazem o lápis gritar no papel, ou os dedos nas teclas, mas não gritam ao mundo o que querem. Escrevem o que querem, esperando de alguma forma serem compreendidos. Esperando que de alguma forma o universo lhes dê aquele punhado de palavras trazido pelas estrelas, aquele que vai salvar o poeta, a poesia, que todos lerão e entenderão, que mudará o mundo para sempre.

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